Quinta-feira, Setembro 10, 2009 :::
Não e pronto. Café quentinho. Aquele cheirinho de jornal novo. O vento frio da manhã que rebate sensualmente em meu corpo galopante no lombo da minha bike venenosa. Desde aquela hora eu vou imaginando o momento chave de meu dia. Coisa penosa é guardar uma vontade. Sabe um poeta? ele nada mais é que alguém que corre às pressas pro vaso sanitário. Que come incessamente para juntar a vontade. Mesmo sabendo que pode dar indigestão. Ele junta talvez, porque acredite que o prazer é o sentido da vida. Esta é a parte que me identifico quando desafio diariamente o sistema e tomo meu café de pernas pro ar, lendo o semanal que tanto falo mal. Pode entrar aqui o supervisor, Lula, Omaba ou Bin Laden. Se ousar me mandar parar. é não. Nâo e pronto.
::: posted by DIOGO SARDEIRO at 10:04 AM
Quarta-feira, Setembro 02, 2009 :::
Duas ruas. Meia duzia de calçadas. Alguns semáforos. Uma padaria que vende pastel de queijo imenso. São poucos passos que me levam até aquele lugar que lavei do meu corpo. Que de tão encardido deixou a mão doída. Há quem diga que depois de sujo, um lençol branco nunca mais é o mesmo. Que visto de perto, o tecido denuncia sua pureza perdida. Um himem violentado. São poucos os passos que me levam à sujeira que manchou pra sempre o meu corpo. De esfregar incessamente restou o hábito, involuntário, de catar sujeira onde só resta o corpo em carne viva.
::: posted by DIOGO SARDEIRO at 11:45 AM