Quarta-feira, Abril 30, 2008
Nem sempre é brusca. Há vezes em que a porta se fecha bem lentamente. Quase imperceptível. Ninguém veio atrás de você. Das lembranças que ficam mais clara, restam aqueles segundos de silêncio na cadeira do quarto. O olhar fixo no nada. Olham pra dentro.
Nem sempre é lógico. Mas nem por isso deixa de existir. Os sentimentos são animais no mato. Não conseguem fugir da sua condição. Selvageria.
Quando cessa a explicação fica evidente que palavras dizem muito pouco. Que não era aquilo que se queria falar. Que nunca sai pelos lábios a palavra certa.
Nem sempre a beleza é a assinatura. As vezes é o vômito.
:: por DIOGO SARDEIRO :: 12:34 AM ::
Segunda-feira, Abril 21, 2008
A voz sai alta. Firme. Mais uma vez todo mundo segue milimetricamente os seus passos. Eu também. Não desvio a atenção um segundo sequer do palco, pois quero reconhecer o lado que não recebe a luz. Meus olhos procuram a sombra. A parte escura. Platéia sempre foi o seu fraco. Seu ponto forte. Surpreso, percebo que no meio do seu espetáculo sou o único a não sorrir. Parece que só eu quem entendeu a piada.
:: por DIOGO SARDEIRO :: 1:45 PM ::